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PS não aceita menorização do Centro de Produção do Norte da RTP

PS não aceita menorização do Centro de Produção do Norte da RTP

Manuel Pizarro e deputados eleitos pelo distrito do Porto visitaram as instalações da RTP em Vila Nova de Gaia e recusam qualquer projeto imobiliário que comprometa o serviço público de rádio e de televisão.

Manuel Pizarro, presidente da Federação Distrital do Porto do Partido Socialista e um grupo de deputados do PS na Assembleia da República, eleitos pelo círculo eleitoral do Porto, visitaram as instalações do Centro de Produção do Norte da RTP, em Vila Nova de Gaia.

A visita surgiu em resposta a uma solicitação da Subcomissão de Trabalhadores da RTP que manifestou a sua preocupação com “a possibilidade de diminuição da atual capacidade produtiva do Centro de Produção do Norte (CPN)”, através da alegada intenção do Conselho de Administração da empresa pública de alienação de 30 mil dos 45 mil metros quadrados dos terrenos da estação, no Monte da Virgem, para fins de venda imobiliária.

A delegação do PS composta por Manuel Pizarro, acompanhado de João Paulo Correia, vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS, Joana Lima, coordenadora dos deputados eleitos pelo círculo eleitoral do Porto, Tiago Barbosa Ribeiro, coordenador do Grupo Parlamentar do PS na Comissão do Trabalho e Segurança Social, Pedro Bacelar de Vasconcelos, Hugo Carvalho e Eduardo Barroco de Melo, reuniu com a Subcomissão de Trabalhadores da RTP liderada por Rui Sá e com Isabel Correia, diretora do CPN da RTP.

Tendo em conta a importância do Serviço Público de Rádio e Televisão, bem como o facto de 40% de toda a produção do grupo RTP e de 50% da produção da informação nacional (10 horas diárias) ser feita a partir das instalações de Vila Nova de Gaia, o PS afirma que “não aceita qualquer redução da capacidade instalada do CPN”, como disse Manuel Pizarro, acrescentando que “qualquer projeto imobiliário para o local tem que manter a obrigação de informação, de debate e de produção de conteúdos da RTP e, se possível, permitir o reforço dos equipamentos disponíveis”.

O deputado socialista Pedro Bacelar de Vasconcelos defendeu que se trata “de um problema gravíssimo e de um problema político, sendo inadmissível que o CPN da RTP seja tema por questões imobiliárias. A questão deve ser o papel da RTP e a discussão em torno de qualquer expansão que possa ser necessária”.

O CPN da RTP emprega 285 trabalhadores dos mais de 1800 funcionários do grupo RTP, assegurando 45% da produção e cerca de 50% da audiência da RTP.  Na sequência desta visita os deputados socialistas entregaram na Assembleia da República uma pergunta ao Governo, dirigida à Ministra da Cultura, pedindo esclarecimentos sobre o assunto.

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