Direita aproveita a crise da pandemia para lançar portugueses contra portugueses

Tiago Barbosa Ribeiro reforçou hoje a necessidade de o Orçamento do Estado para 2021 ser aprovado e lamentou que alguns partidos aproveitem a crise criada pela pandemia para lançar “portugueses contra portugueses”.

Esta segunda-feira, no debate na especialidade do Orçamento de Estado para 2021, o deputado do Partido Socialista, Tiago Barbosa Ribeiro lamentou que alguns partidos aproveitem a crise criada pela pandemia para lançar “portugueses contra portugueses”.

“Começo por deixar, desde já, uma garantia: na quinta-feira, quando votarmos este Orçamento do Estado, não vamos levantar-nos ao lado da direita, que vai votar contra este Orçamento”, frisou o deputado do PS no Parlamento dirigindo-se à bancada do Bloco de Esquerda.

A necessidade de aprovar o Orçamento de Estado para 2021 é “tão ou mais importante quando vemos que alguns aproveitam a crise para lançar uns contra os outros, portugueses contra portugueses, como é o caso da direita que se alia à extrema-direita para governar os Açores”, disse Tiago Barbosa Ribeiro. “Nós não aceitamos esse caminho e para isso queremos continuar o percurso que temos feito com os nossos parceiros desde 2015”, assegurou o coordenador do Grupo Parlamentar do PS na Comissão de Trabalho e Segurança Social.

Tiago Barbosa Ribeiro recordou que o documento orçamental “não dá nem um passo atrás e vai mais além” em termos laborais, sendo que, desde março deste ano, “foram aprovadas medidas extraordinárias que abrangeram mais dois milhões e 230 mil portugueses, um total de 151 mil empresas com os apoios a atingirem mais 2.100 milhões de euros”.

“Nós não descobrimos as virtudes do Estado Social hoje, não aceitamos partir de uma base zero. Nós temos feito, desde 2015, um caminho que não podemos desvalorizar e ao qual temos de dar continuidade”, defendeu.

O deputado do PS ainda enumerou as medidas que estão inscritas no Orçamento de Estado para 2021, como o apoio extraordinário ao rendimento dos trabalhadores, o aumento do salário mínimo nacional, o lay-off a 100%, a gratuitidade e alargamento das creches, o aumento do abono de família, o aumento extraordinário de pensões, a estratégia nacional de combate à pobreza e a majoração do subsídio de desemprego.

“Nós fazemos tudo isto sabendo que é possível sempre encontrar pontos de divergência, mas que numa negociação é possível e desejável encontrar pontos de convergência”, disse Tiago Barbosa Ribeiro, que garantiu que os socialistas estão “disponíveis para alterar as leis laborais”. “Estamos disponíveis para aumentar o salário mínimo, isso mesmo foi dito pela ministra do Trabalho e foi reiterado por nós. Entendemos que esse não é um debate que deva ser feito em sede orçamental. Mas, para continuarmos a fazer tudo isso temos de ter um Orçamento aprovado e este Governo tem de continuar politicamente em funções”, asseverou.

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