Ana Catarina Mendes: “Contas certas são instrumento fundamental para o desenvolvimento de um estado social forte”

Ana Catarina Mendes foi a convidada do Plenário de Militantes “Garantir o Futuro” organizado pela Comissão Política Concelhia do Partido Socialista de Vila Nova de Gaia.

Numa sessão muito participada, no Auditório Municipal Menezes de Figueiredo, a presidente do Grupo Parlamentar socialista destacou que o PS cumpriu tudo aquilo a que se propôs e assinalou “o orgulho dos socialistas no trabalho feito nos últimos seis anos” sob a liderança de António Costa e com um acordo parlamentar histórico com a esquerda que resultou na devolução de rendimentos, como salários e pensões, e na criação de postos de trabalho.

Depois do chumbo do Orçamento de Estado para 2022 que motivou a interrupção da legislatura e novas eleições a 30 de janeiro, Ana Catarina Mendes afirmouque “não era possível o PS desvirtuar-se, porque se há grande mérito na chamada geringonça foi a capacidade de o Partido Socialista liderar um Governo com o apoio dos partidos à esquerda, sem esquecer que o PS é um partido de esquerda, um partido europeísta, moderado e que faz pontes e compromissos com a sociedade”.

Para a líder parlamentar socialista, “isso significou uma credibilidade internacional que permitiu a negociação do PRR. Não tenham dúvidas que se não fosse a determinação e a liderança de António Costa no Governo e em Bruxelas e a credibilidade que temos hoje no espaço europeu, não tinha sido possível que este Plano de Recuperação e Resiliência viesse com fundos para Portugal, para recuperar a nossa sociedade” e reforçar a resposta à crise provocada pela pandemia, mantendo as contas certas. “As contas certas não são um slogan, mas sim um instrumento fundamental ao desenvolvimento de um Estado Social forte, que permitiu que o excedente orçamental (alcançado na anterior legislatura) respondesse com o reforço” dos cuidados da saúde e dos apoios sociais, aos trabalhadores e às empresas durante a pandemia.

Ana Catarina Mendes afirmou que o PS saiu “de cabeça erguida” das negociações com PCP e BE, porque “foram feitos todos os esforços de boa-fé e de vontade política para que pudéssemos ter o melhor orçamento de Estado possível para responder às exigências do momento” com a aposta no aumento de 30% do investimento público para gerar riqueza, trabalho, rendimentos e combater as desigualdades.

“Não nos enganemos nem nos deixemos ir pelo discurso mais radical” disse Ana Catarina Mendes para assegurar que “não era possível aumentar o Salário Mínimo Nacional para 750 euros em janeiro e para 800 euros em agosto, como o PCP exigia”. A presidente do Grupo Parlamentar do PS recordou que desde 2016 que o SMN aumentou consecutivamente. Como explicou, “o compromisso do PS é de que o salário mínimo aumentará para 705 euros em 2022, para 750 euros em 2023 e que até 2025 chegará aos 850 euros”, seguindo uma política de valorização salarial e do emprego qualificado. “Não era possível exigir às pequenas e médias empresas um esforço de passar o SMN de 665 para 800 euros. Isto era esmagar aquelas empresas que PCP e BE defendem que são as micro e pequenas empresas”.

Também não era possível chegar a acordo com o BE. “Não se pode pedir o fim do fator de sustentabilidade e pôr em causa a Segurança Social” e o equilíbrio das suas contas, referiu Ana Catarina Mendes.

“Não nos venham dizer o que é governar à esquerda, porque sabemos bem o que é governar à esquerda, com o Partido Socialista, garantindo o progresso de Portugal, mas sobretudo que cada um dos portugueses tenha iguais oportunidades para poder sonhar e realizar os seus sonhos numa sociedade decente”, afirmou a presidente do Grupo Parlamentar do PS.

No próximo dia 30 de janeiro há uma única coisa a fazer, segundo Ana Catarina Mendes: “ter orgulho no trabalho que fizemos, afirmar a autonomia estratégica do PS, reiterar que não fomos nós que respondemos a uma crise com austeridade, mas sim com solidariedade porque está no nosso ADN.”

Manuel Pizarro: “Equilíbrio das contas públicas não é fanatismo, é assegurar o futuro”

O presidente da Federação Distrital do Porto do PS, Manuel Pizarro assinalou o “momento decisivo” que as próximas eleições representam “para a vida do país e para a sua inserção na sociedade europeia”.

“No essencial, os portugueses percebem a importância e o valor do trabalho que fizemos nestes últimos seis anos” na resposta “aos problemas que deixou a governação da troika e ao impacto da pandemia que foi muito violento nas nossas vidas. A tudo isto, o Governo do PS respondeu com seriedade e honrando os seus compromissos”, promovendo “o crescimento económico do país” associado “ao crescimento das exportações que atingiram 44% do PIB em 2019, o maior resultado de sempre” afirmou o eurodeputado. “Somos dos países europeus que estamos a recuperar mais rapidamente da crise da pandemia”, referiu Manuel Pizarro.

Para o presidente da Federação Distrital do Porto, “responder a uma crise com a receita da direita, isto é, com a austeridade, tem resultados catastróficos. Ao contrário, responder a uma crise à moda do PS, com a receita da solidariedade, como fizemos na crise da pandemia” promove a recuperação da economia e do emprego.  Manuel Pizarro acrescentou que o PS “não tem o equilíbrio das contas públicas como espécie de fanatismo, mas sim, como fator essencial para assegurar o futuro”.

Eduardo Vítor Rodrigues: “O país precisa que o PS ganhe as eleições”

Eduardo Vítor Rodrigues defendeu que “a maior verdade de todas é que o país precisa mesmo que o PS ganhe as eleições” no próximo dia 30 de janeiro.

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia afirmou que é preciso deixar “uma palavra de esperança” aos portugueses, “arregaçar as mangas”, “não arrumar as bandeiras” e “tudo fazer para que o partido esteja unido e atuante”.

Eduardo Vítor Rodrigues enalteceu “a centralidade” de António Costa na liderança do PS e dos destinos do país, afirmando-se como o “estandarte” dos valores socialistas. Recordando o importante apoio do Secretário-Geral do PS nas últimas eleições, o autarca gaiense defendeu que agora é a vez de Gaia demonstrar “a reciprocidade” que António Costa merece e que “entronca na solidariedade que defendemos no nosso partido”.

Eduardo Vítor Rodrigues destacou também o importante papel de Ana Catarina Mendes como “a verdadeira voz que corporiza o discurso de equilíbrio” no Partido Socialista e referiu-se a João Paulo Correia pela “honra” que a sua presença no parlamento representa para Vila Nova de Gaia.

Já o presidente da Comissão Política Concelhia de Gaia do PS, Patrocínio Azevedo afirmou que o PS “está forte e mais coeso do que nunca”, deixando um compromisso de “quem ganhou todas as juntas de freguesia e todas as mesas de voto” nas últimas eleições autárquicas: “Estaremos nestas eleições legislativas que vamos disputar a 30 de janeiro, com ainda mais força e determinação”, disse.

Também presentes no Plenário de Militantes “Garantir o Futuro” em Vila Nova de Gaia estiveram ainda os deputados João Paulo Correia, Isabel Oneto e Eduardo Barroco de Melo e o recém-eleito presidente da Concelhia de Gaia da Juventude Socialista, Rui Teixeira.

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