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Deputados do PS questionaram Governo sobre encerramento de esquadras da PSP das Antas e do Lagarteiro

Deputados do PS questionaram Governo sobre encerramento de esquadras da PSP das Antas e do Lagarteiro

Deputados do PS eleitos pelo Porto endereçaram uma pergunta ao Ministério da Administração Interna sobre se confirma ou não o anunciado encerramento de duas esquadras da PSP na cidade do Porto.

A pergunta submetida na Assembleia da República e dirigida ao Ministério da Administração Interna (MAI) pretende apurar se se confirma ou não “o encerramento definitivo” das esquadras da Polícia de Segurança Pública nas Antas, na freguesia de Paranhos, e do Bairro do Lagarteiro, na freguesia de Campanhã, na cidade do Porto.

Os deputados do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, eleitos pelo distrito do Porto, questionam ainda se “existe um plano que garanta a manutenção dos serviços de segurança pública nas áreas até então servidas por estas esquadras”, e se esse plano foi “articulado com os autarcas locais”. O PS pretende ainda saber “qual o destino dos imóveis onde até agora estiveram instaladas as esquadras”.

No documento, os deputados socialistas referem ainda que esta medida está contemplada “num plano mais amplo de reafectação e concentração de recursos policiais na cidade, bem como da desejável construção e modernização de edifícios das forças de segurança”.

Afirmam os eleitos pelo PS que “a esquadra do Lagarteiro insere-se numa zona socialmente mais deprimida da cidade do Porto e tem servido um importante propósito de policiamento de proximidade, bem como de visibilidade das forças de segurança, o que tem vindo a ser destacado pela Junta de Freguesia de Campanhã.

Já a esquadra das Antas, situada na rua de Naulila, é consensualmente geradora de um sentimento de segurança entre moradores e comerciantes. De resto, a ligação comunitária em relação a esta esquadra expressa-se até na forma como os moradores da zona contribuíram há várias décadas para a construção do próprio imóvel onde se situou até agora”.

Para os deputados, Tiago Barbosa Ribeiro, Carla Sousa, Rosário Gambôa, João Paulo Correia, Carlos Brás, Pedro Sousa, Eduardo Barroco De Melo e Cristina Moreira, que assinam a pergunta dirigida ao MAI, “o encerramento destas esquadras deve ser devidamente explicado, envolvendo a população e os autarcas locais. Deve também ser reiterado que o encerramento das esquadras não coloca em risco a política de segurança pública nestas zonas, nem distancia excessivamente os novos serviços policiais dos moradores e residentes servidos pelas esquadras atuais”.

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