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PS ESTUDA LIMITAÇÃO DOS SALÁRIOS MAIS ALTOS PARA EVITAR DESIGUALDADES

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PS estuda limitação dos salários mais altos para evitar desigualdades

O Partido Socialista quer estudar a limitação de salários mais altos nas empresas do Estado e do privado. O objetivo é diminuir a disparidade salarial entre trabalhadores da mesma organização. Em alguns casos, os salários mais altos chegam a ser 44 vezes superiores aos salários mais baixos.

Segundo João Torres, um dos autores da proposta, “a desigualdade da distribuição de rendimentos provenientes do trabalho é um fator de grande relevância para a definição das desigualdades sociais”. O PS quer, por isso, “promover e aprofundar o debate” em torno desta problemática, considerando “a implantação de um limite proporcional aos salários mais altos no setor empresarial do Estado”, afirma o deputado socialista eleito pelo círculo do Porto.

Quanto ao cenário no privado, João Torres garante que também “é possível conseguir impor esses limites, penalizando as empresas com maiores disparidades sociais, por exemplo, através do agravamento das contribuições para a Segurança Social”.

“O salário dos altos quadros executivos em Portugal é francamente desproporcional face aos salários mínimo e médio das respetivas empresas, atingindo, nalguns casos, valores inaceitáveis numa perspetiva de equidade e justiça social.”, pode ler-se na proposta apresentada pela Juventude Socialista no último Congresso Nacional do partido.

Indicando a existência de “múltiplos os exemplos” que evidenciam “a existência de salários exorbitantes em Portugal”, a proposta socialista recorda que, em 2011, os presidentes das 20 empresas cotadas no PSI-20 ganhavam, em média, 44 vezes mais do que a generalidade dos trabalhadores.

João Torres assegura que esta proposta é apenas um ponto de partida para uma discussão mais aprofundada sobre “o modelo de economia de mercado que queremos”.

Recorde-se que, segundo o Eurostat, Portugal é atualmente um dos países da Europa com maior desigualdade salarial.

Leia aqui, na íntegra, a moção “Limitar proporcionalmente os salários – uma questão de igualdade”.