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ENTRE AMIGOS, FAMÍLIA, SIMPATIZANTES E MILITANTES DO PS, O PORTO TRANSBORDOU O RIVOLI PARA RECORDAR MÁRIO SOARES

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Entre amigos, família, simpatizantes e militantes do PS, o Porto transbordou o Rivoli para recordar Mário Soares

Mário Soares foi este domingo, 23 de abril, homenageado no Porto, numa sessão evocativa que decorreu no Teatro Municipal Rivoli e que contou com as mais destacadas personalidades da vida pública e política do país, bem como da família e amigos.

Sob o mote “Mário Soares: uma vida pela Liberdade”, o repto foi lançado pela Federação Distrital do Porto do PS, estrutura que organizou a iniciativa, e a cidade respondeu assertivamente, fazendo transbordar o Rivoli.

Isabel Soares, filha do antigo Chefe de Estado, foi a primeira a subir ao púlpito para tomar a palavra, lembrando o quando Mário Soares “gostava do lado melancólico e granítico do Porto, do encontro com o rio, das visitas a livrarias e alfarrabistas, das tripas em restaurantes de eleição e, sobretudo, dos muitos amigos que aqui encontrava”. Foi assim que Isabel Soares abordou a ligação “de sempre” do pai à cidade.

Todos, sem exceção, enalteceram a sua “imensa coragem até ao último fôlego”, a sua tenacidade e seu grande amor pela liberdade. O secretário-geral do PS, António Costa, declarou mesmo que “ninguém substituiu Mário Soares na história democrática”, sublinhando que o antigo Presidente da República “esteve presente em todos os combates do seu tempo”.

Manuel Pizarro, presidente da Federação Distrital do Porto do PS, sublinhou que a data escolhida para a realização desta iniciativa, muito próxima do 25 de Abril, “era uma das datas” mais “apropriadas”. “Nenhum homem político no nosso país tem o seu percurso tão irmanado com a democracia portuguesa”, sustentou.

Quanto à ligação do pai da democracia ao Porto, Manuel Pizarro sublinhou que Mário Soares “cultivou bem esta relação com a invicta e com as suas gentes”, e que o “apego incondicional [da cidade] à liberdade casa bem com a personalidade política de Mário Soares, com as suas convicções e com o seu exemplo”.

Por isso, “Temos todos uma obrigação: dar continuidade a esse exemplo. Enquanto no nosso país perdurar o amor à liberdade, Mário Soares estará vivo, connosco, a inspirar a nossa ação quotidiana e as nossas opções, quaisquer que sejam”, afirmou o líder federativo. “Havia de gostar de nos ver aqui, de nos abraçar e de estar connosco”, concluiu.

“Não me esqueço como se empenhou pelo meu pai, quando esteve preso sem culpa formada”, contou Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto e membro da comissão de honra da iniciativa, afirmando que terá para sempre “uma grande dívida de gratidão” por Mário Soares. O autarca portuense terminou o seu discurso referindo-se ao antigo Presidente da República como um exemplo de vida, e sublinhou que sempre lhe reconheceu “o mérito de ser o homem da liberdade, de personificar a liberdade”.

“Homens como Mário Soares fazem muita, muita falta. Temos que fazer do seu exemplo o caminho que ambicionamos para Portugal e para a Europa”, sugeriu Artur Santos Silva, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, sublinhando que “Mário Soares é a personalidade mais marcante do nosso regime democrático”.

Já na voz de Hugo Carvalho, presidente da Federação Distrital do Porto da Juventude Socialista, “o legado de Soares ultrapassa a conquista da democracia. É a própria construção da democracia. Soares é século XX e século XXI”.

“Homenagearemos Soares de punho erguido enquanto nas nossas ações colocarmos o emprego, os salários justos, os direitos dos trabalhadores como centrais na nossa vida democrática. É a nossa ação que vai perpetuar o legado de Mário Soares”, afirmou o líder da JS.

A cerimónia contou ainda com os testemunhos do deputado socialista João Torres; da dirigente socialista e docente do Ensino Superior, Maria João Castro; de Rosário Gambôa, presidente do Instituto Politécnico do Porto; e do escritor e dirigente socialista Rui Lage que, numa tertúlia moderada pela jornalista Fernanda Freitas lembraram a vida e o legado de Soares.

A iniciativa, que foi ainda pontuada com vários momentos artísticos, com música e poesia a sobressair, bem como com uma retrospetiva audiovisual da vida de Soares, contou com uma forte presença de membros do Governo, nomeadamente Augusto Santos Silva, Ministro dos Negócios Estrangeiros; José Alberto de Azeredo Lopes, Ministro da Defesa; Luís Filipe de Castro Mendes, Ministro da Cultura; Tiago Brandão Rodrigues, Ministro da Educação; Carlos Soares Miguel, Secretário de Estado das Autarquias Locais; Célia Oliveira Ramos, Secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza; José Luís Carneiro, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas; Mariana Vieira da Silva, Secretária de Estado Adjunta; Maria Fernanda Rollo, Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; Paulo Alexandre Ferreira, Secretário de Estado Adjunto e do Comércio; e Pedro Nuno Santos, Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares.