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Contra factos não há argumentos…

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Por José Baptista Pereira

 

É um facto já indiscutível que a economia em Portugal está a recuperar o fôlego. O Banco de Portugal reviu em alta as suas perspetivas para o crescimento da economia portuguesa entre 2017 e 2019. As projeções apontam para um crescimento do PIB de 1,8% este ano, 1,7% em 2018 e 1,6% em 2019.

Estes valores traduzem uma melhoria de 0,4 pontos percentuais este ano, 0,2 pontos percentuais em 2018 e 0,1 pontos percentuais em 2019, em relação ao previsto pelo Banco de Portugal em dezembro.

“A economia portuguesa deverá manter uma trajetória de recuperação ao longo do horizonte de projeção, apresentando um ritmo de crescimento em linha com o atualmente projetado para o conjunto da área do euro”, lê-se no documento do Banco de Portugal.

O crescimento da economia portuguesa deverá ser sustentado numa evolução robusta das exportações, refletindo um enquadramento económico e financeiro externo favorável e a manutenção de ganhos de quota de mercado.

É um facto indiscutível que as exportações apresentam um crescimento sustentável. O peso das exportações no PIB deverá passar de 40% em 2016, para 46% em 2019. Isto quando era de apenas 31% em 2008.

Outro facto indiscutível é que, segundo o Banco de Portugal, a previsão do crescimento do investimento empresarial é de 6% ao ano, em termos médios, entre 2017 e 2019.

O ministro das Finanças Mário Centeno, já conhecido como o super Mário, diz que o governo vai rever em alta a sua previsão.

Já é um facto indiscutível que o desemprego baixará dos 10% já este ano. Estas previsões são do Banco de Portugal que espera agora que a taxa de desemprego baixe dos 10% já este ano (taxa de 9,9%, quando em dezembro apontava para 10,1%). Para 2018 e 2019, o Banco de Portugal aponta para taxas de desemprego de 9% e de 7,9%, respetivamente. Uma evolução sustentada no aumento do emprego, que deve atingir 1,6% este ano e cerca de 1% em 2018 e 2019. O otimismo de António Costa fá-lo afirmar que espera que em 2020 haja emprego para 75% da população ativa, dos 20 aos 64 anos.

É um facto indiscutível que esta fórmula de governo tem sido um sucesso e que isso se irá repercutir nas próximas eleições autárquicas.

Apesar de todo o clima de otimismo que reina na sociedade portuguesa as recomendações do Partido Socialista para os seus candidatos às diferentes autarquias, municípios e freguesias, é de contenção, rigor e bom senso.

Os candidatos socialistas têm que ser notados pela diferença e exemplo. Têm que primar pela construção de programas eleitorais ambiciosos mas realistas e sustentados nas reais condições em que se encontram os municípios a que se candidatam. A credibilização da política e dos seus agentes faz-se com verdade, transparência e seriedade.

Muitos são os exemplos de autarcas que no último ciclo autárquico contribuíram para esta melhoria da opinião pública sobre os políticos. O distrito do Porto é um exemplo desse contributo. Não é por acaso que a maioria destes autarcas se encontra na esfera socialista.

Vila Nova de Gaia, Valongo, Gondomar e Paços de Ferreira são os que se encontram mais próximos de nós. Concorreram a municípios fortemente hipotecados e em quatro anos têm recuperado as suas dívidas sem deixar de investir naquilo que melhora as condições de vida dos seus cidadãos. Em todos eles conseguiram equilibrar as contas, aumentando o apoio social, investindo na cultura e nas infraestruturas necessárias à melhoria das condições de vida, saneamento, distribuição de água mais económica, melhorando o ambiente, estradas, jardins e florestas. Mesmo naqueles em que uma imprensa maldosa e negativa tenta desdizer, como é o exemplo de Paços de Ferreira, há sinais positivos de recuperação. O preço da água ao domicílio em Paços de Ferreira vai baixar em 2017 e vai ser resolvido o problema da ETAR de Arreigada.

Paredes precisa de uma mudança do mesmo nível. Paredes é um concelho onde quase tudo está por fazer – completar a rede de saneamento, resolver o problema da distribuição de água em todo o concelho, renegociar o contrato de concessão, investir de forma sustentada na cultura, criar as infraestruturas que todos têm menos Paredes, trabalhar e incentivar as associações culturais e desportivas.

Alexandre Almeida tem o perfil certo para a mudança. Com ele não há continuidade nem ilusionismo. É seguro que vamos saber, de uma vez por todas, como estão as contas do município. Tem o apoio, distrital e nacional, de toda a família socialista para atingir estes objetivos. Tem a formação e a competência adequadas para assumir a presidência da Câmara Municipal de Paredes. Tem a experiência de estar a acompanhar a autarquia como vereador na oposição, há dois mandatos. Estes são os factos…e contra factos não há argumentos.

 

Artigo publicado no jornal regional Verdadeiro Olhar, abril 2017