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Cem dias de Governação PS em Paredes

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Cem dias de Governação PS em Paredes

 

Por José Baptista Pereira, dirigente socialista

Já passaram os primeiros 100 dias do mandato do presidente Alexandre Almeida na Câmara Municipal de Paredes. Foram também os primeiros 100 dias da governação de um executivo apoiado pelo Partido Socialista em toda a história do concelho de Paredes. Digam o que disserem os delatores, porque os há, já se nota a diferença. A cidade e o concelho de Paredes tiveram já uma forma nova e mais animada de viver as festas tradicionais do Natal, Ano Novo, Janeiras e Carnaval. Só não vê quem é cego ou não quer ver porque lhe dói o cotovelo ou tem o “rabo preso”, como diz o povo.

Quanto às decisões estratégicas e políticas da governação é óbvio que só quando levantado o véu que cobria a gestão passada é que se descobriram as inconformidades. E que inconformidades! Afinal aquilo de que se falava era só uma pequena amostra.

Além de má gestão há suspeita de fraudes. O relatório do OLAF assim o denuncia e comprova.

O relatório da Inspeção Geral de Finanças também o confirma nas contas de 2015.

Como enfrentar e começar a resolver tantos e tão graves problemas, sem prejudicar definitivamente o futuro do concelho de Paredes? Não deve ter sido tarefa fácil nestes escassos cem dias. Foi necessário mostrar publicamente alguns dos erros do passado para justificar o desvio futuro do rumo anunciado na campanha eleitoral. O bom senso imperou e nem tudo foi publicitado porque Paredes precisa muito da confiança da banca, dos empresários, da justiça e do governo e é necessário preservar a sua imagem a todo o custo. Temos que nos levantar do chão e quanto mais baixo estivermos mais difícil será. Alexandre Almeida e o seu executivo teve esse bom senso.

É certo que no calor campanha eleitoral, quando se criticavam as contas do anterior executivo, se disse que uma das primeiras medidas seria efetuar uma auditoria às contas.

Também se disse que uma das medidas em benefício das pessoas seria a descida da taxa do IMI.

No entanto, depois de tomar conhecimento da situação real, se percebeu que uma auditoria encomendada pela autarquia não só seria muito dispendiosa, como demorada e provavelmente com baixa relação entre o custo e o benefício. A descida do IMI foi inviabilizada pelo relatório da Inspeção Geral de Finanças. Quem melhor do que a Inspeção Geral de Finanças para efetuar essa nova auditoria? Em conferência de imprensa o presidente da câmara já revelou que solicitou que fosse efetuada nova auditoria.

A manutenção da taxa como estava já representa, só por si, uma corajosa e arriscada medida a favor dos habitantes de Paredes. A decisão foi muito acertada. Quem a critica apenas demonstra que não sabe o que é gestão sensata. Contrariamente ao que dizem, os bons políticos não são os que se empenham em cumprir o que prometem mas sim aqueles que o procuram fazer, tendo a coragem de assumir que se enganaram quando o bom senso o exige. Alexandre Almeida não só o fez como explicou exaustivamente porque o fez.

A sensatez dessas decisões reflete-se na forma como a banca aceitou renegociar as dívidas e como outras entidades (CCDR, DGAL, MAI) ajudam hoje o município de Paredes a sair dessa aflição.

Esteve mal o CDS-PP de Paredes quando acusou Alexandre Almeida de não cumprir o que prometeu na campanha eleitoral. Neste caso, tal como disse, o seu maior mérito foi ter tido a coragem de mudar de opinião e de assumir que não o podia fazer sem prejudicar ainda mais o prestígio de Paredes.

Também esteve mal quando acusa o presidente de ter efetuado “tantos ou mais contratos que o PSD em ano de eleições para criar jobs for de boys”. Esta é uma afirmação grave que merece ser desmontada e desmentida. Para quem diz querer credibilizar a política e os políticos, dá verdadeiros tiros nos próprios pés com afirmações falsas como estas. Além de atitude maldosa revela desconhecimento e dificuldade em fazer contas.

Toda a gente sabe que a grande maioria dos funcionários da Câmara Municipal de Paredes, entrou por influência partidária dos dois partidos que antes a governaram, nomeadamente do CDS (os mais antigos) e do PSD. Quem governa, seja o que for, tem que estar rodeado de conselheiros, assessores, secretários e até motoristas de confiança. Assessores, chefe de gabinete e vereadores, são lugares políticos e temporários que duram apenas um mandato. É perfeitamente natural e compreensível que sejam escolhidos entre os elementos da sua lista de colaboradores mais próximos.

O secretariado, pessoal técnico e outro pessoal de apoio são funcionários permanentes. Alexandre Almeida e o seu executivo arriscou muito ao manter, apenas com pequenos ajustes, todos os funcionários de apoio, fossem assistentes operacionais, assistentes técnicos, motoristas, secretariado e serviços técnicos nos lugares que ocupavam antes. Abriu concursos mas para regularizar a situação precária em que foram deixados alguns dos funcionários contratados pelo anterior executivo. Contratou dois ou três novos funcionários para funções muito específicas e da sua confiança. Enfrentou os seus próprios apoiantes por não ser sensível a mais contratações.

Estas opções têm custos. Custos internos, dentro do seu próprio partido, e custos externos com a possibilidade de infidelidade, fuga de informação ou de resistência á aplicação das suas decisões. De forma corajosa optou por acreditar na capacidade de transformação da pessoas e da sua própria capacidade de cativar a confiança dos que o rodeiam. Não é justo que seja acusado do contrário.

Mas Alexandre Almeida também cumpriu com a promessa de subsídio ao pagamento dos livros escolares. Cumpriu e abriu um precedente para o futuro. Não será um pagamento indiscriminado e irresponsável, como pretendia o CDS, mas sim segundo regras que beneficiam o ensino público e a permanência no concelho.

E cumpriu mudando a Feira Franca e criando regras que legalizam o seu funcionamento e acabam com as injustiças e oportunismo saloio de alguns.

Alexandre Almeida, apesar de ser um político e autarca muito jovem, mostra ter fibra e capacidade de liderança, dialogando sem ceder a facilidades ou influências coloridas.

Em nome da estabilidade e progresso no concelho de Paredes deve merecer a nossa confiança. Devemos estar atentos às manobras de desestabilização ou comentários maldosos e agoirentos, movidos pelo despeito e inveja, que só prejudicam o bom nome de Paredes.

 

Artigo publicado no Verdadeiro Olhar